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ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR.

(1 Samuel 7.12)

 

Chegamos ao final de mais um ano desafiador! Concordam?

Para nós da AECEP foi um ano de desafios, mas também de muitas vitórias com a graça de Deus.

Escolhemos este artigo da Dra. Gleyds, palestrante da AECEP, porque concordamos quando a autora defende que o processo de ensino e aprendizagem exige investimento, tempo, compromisso e afeição.

A nossa metodologia pressupõe que o professor domine a arte de elaborar boas perguntas e deve estar preparado para responder as questões levantadas pelos alunos.  Pressupõe um professor que conhece a Bíblia porque todo o nosso ensino tem como fonte primária a Bíblia. Você sabia que temos cursos que habilitam o seu professor a fazer uma boa pesquisa 4 passos?

Em 2023, convidamos a sua escola a conhecer nossos formatos de treinamentos e investir em sua equipe para que ela esteja, não somente pronta a responder as questões levantadas por seus alunos, mas também pronta para elaborar perguntas inteligentes que exijam uma resposta que demandou reflexão por parte de seus alunos e reflexão esta que passa por conhecer princípios e pensar biblicamente.

Gestão do Conhecimento da AECEP.

 

O que isto significa? Uma pergunta norteadora do processo formativo

Dra Gleyds Silva Domingues

          Como é bom aprender com as Escrituras, não é mesmo? Elas trazem conhecimentos indispensáveis à vida e ao processo formativo das gerações a ser desenvolvido. Essa constatação pode ser encontrada no livro de Deuteronômio 6: 20, em que se observa o espaço atribuído por Deus à significação.

           A significação é um elemento essencial à aprendizagem, pois ela indica o sentido de ser do objeto, fato ou fenômeno. A partir da significação o aprendente encontra razões para aceitar o ensino ministrado.  Isso indica que é no contexto do ensino que a significação ganha lugar. Por isso, que não se pode desvincular o ensino da vida. Antes, ele precisa falar das experiências vividas e o que elas produziram na maneira de pensar, agir, sentir, fazer e crer daquele que foi alcançado por elas.

            Não se está dizendo que toda o ensino é fundamentado nas experiências subjetivas, porque as experiências também podem ser relacionadas a eventos científicos objetivos, ou seja, àqueles que passaram pelo crivo da verificação, comprovação, descarte ou afirmação de uma ou várias hipóteses. O que está sendo defendido aqui, é que a experiência (subjetiva e objetiva) é um fator de significação a ser expresso no ensino.

             É muito comum sair de um extremo ao outro quando o assunto é formação. Então, observa-se que muitas vezes a ênfase recai em um de dois extremos, não oferecendo oportunidade para que se possa tornar os elementos intercambiáveis entre si, como o ensino e aprendizagem. Por isso, pode ser temerário atribuir mais valor a um do que ao outro. Ensinar e aprender estão interconectados, mesmo que o que se apresente não considere tal possibilidade ou relação.

           Infelizmente, o ensino vem sendo visto na atualidade como um fator secundário, pois foi reduzido a processos de transmissão, mecanização de dados e informações, contudo, ele é mais que um meio de fornecimento de informações. Ele atua diretamente nos processos de cognição do aprendente, à medida que estabelece relações, conexões, confrontos e digressões sobre o objeto estudado.

            A partir do ensino é possível constatar a presença de duas ações que colaboram no ato da significação: compreensão e interpretação. Essas ações fazem toda a diferença, porque possibilitam ao aprendente ter entendimento sobre textos, fórmulas, códigos, operações. Elas evidenciam a necessidade da significação no processo formativo pela junção do que é ensinado com o que será aprendido.

            A pergunta “O que isto significa?”, evidencia a presença de uma relação estabelecida. Porque no ato de perguntar está implícito o desejo de resposta. Então, é possível dizer que perguntas e respostas ocorrem no plano relacional entre aquele que pergunta e aquele que responde. Aqui, mais uma vez, pode ser constatada a presença do ensino e da aprendizagem conjuntas.

            Ainda com relação à pergunta “O que isto significa?”, é possível dizer que há um desejo de compreensão sobre o objeto visualizado. Este desejo é impulsionado pela curiosidade, sendo ela uma marca identificadora no processo de aprender. A curiosidade pode ser entendida como o canal para apropriação de um significado. Afinal, não se aprende sobre alguma coisa ou algo, se não tiver aguçado a curiosidade sobre o seu sentido. A curiosidade faz nascer o desejo de aprendizagem.

            É por tal motivo que compete ao educador trazer à memória, ou seja, oferecer exemplos e experiências vivas sobre o que está sendo ensinado. Ele tem que apresentar casos concretos e significativos. É isso que faz toda a diferença na apropriação de um código e do seu significado.  O educador ao ensinar lança mão de estratégias de ensino que possam vir a serem transformadas em aprendizagem.

          É preciso dizer que o ensino só não conduz à aprendizagem quando não há correspondência entre o que é ensinado e seu significado, ou seja, quando se tem um distanciamento entre o código e o sentido atribuído. Por isso, que uma fala recorrente dos aprendentes é “não sei a razão de estudar isso”, em outras palavras, ele está dizendo: “o que significa isto?”.

          A responsabilidade dos educadores no ato do ensino é enorme, mas ao mesmo tempo prazerosa e compensadora, porque é no ato de criar sentido para os códigos que ocorre o abrir os olhos do aprendente, extraindo as escamas que o impediam de ver a realidade. De fato, ensinar requer compromisso e mais ainda afeição, porque é muito gratificante quando a pergunta do aprendente é revertida na resposta “isso significa…”.

           A pergunta do aprendente é um sinal de desejo e sua resposta uma convicção, uma certeza que foi produzida. Que o espaço da pergunta seja bem-vinda, porque ela dará origem à significação necessário à aprendizagem. Que isso faça parte do seu processo formativo e que você possa ajudar os aprendentes não apenas a se apropriarem de um código, mas significá-lo e aplicá-lo na vida. Até a próxima.

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