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A Teoria da Conspiração e a Manipulação de Dados Históricos

Estamos vivendo em tempos extremamente difíceis. Cresce a corrupção, as imensas ondas de violência, a rebelião dos filhos contra os pais e a falta de consciência dos pais em relação à responsabilidade que lhes cabe na educação dos seus filhos. Avança também o desrespeito às autoridades em geral, compreendido por muitos como decorrência da falta de legitimidade e do altíssimo nível de corrupção entre aqueles que deveriam representar os interesses do povo. Enquanto isso, o Estado avança, dominando não apenas sobre tudo o que é ensinado nas escolas e nos lares, mas também nas igrejas, nos meios de comunicação de toda ordem, tais como filmes, literatura, jogos, artes em geral e música, o que inclui todo tipo de baladas nas quais os jovens de todas as classes sociais e de todas as denominações religiosas se encontram para “curtir”, e “relaxar’. Graças à intervenção divina, nos últimos meses tem crescido o número de pais e líderes cristãos que estão acordando para os perigos da anunciada Nova Ordem Mundial. Começamos a ouvir que a UNESCO – União das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, nada mais é do que um braço dos dominadores deste mundo e que seu papel é preparar as nações para o governo mundial, conforme documento que explicita sua filosofia, escrito em 1946,

A UNESCO está, por seu título, comprometida com dois níveis de objetivos. Em primeiro lugar, ela é internacional e deve servir aos fins e objetivos das Nações Unidas, os quais, numa perspectiva de longo prazo, são objetivos mundiais; são objetivos para a humanidade como um todo. Em segundo lugar, deve fazer avançar e promover todos os aspectos da educação, ciência e cultura nos mais amplos sentidos da palavra. (FILOSOFIA DA UNESCO, p. 1)

Como a História revela, ideias unificadas podem exercer seu efeito para além das fronteiras nacionais. Mas, como a História deixa igualmente evidente, este é um efeito parcial e nunca impede totalmente a oportunidade de conflito decorrente da existência de unidades políticas soberanas. A moral da UNESCO é clara. A tarefa, colocada sobre ela, de promover paz e segurança não pode jamais ser realizada totalmente pelos meios a ela confiados, quais sejam, a educação, a ciência e a cultua. É necessário inventar uma forma de unidade política mundial. (…) Não é competência da UNESCO estabelecer uma nova ordem mundial. Isso não quer dizer que a UNESCO não possa fazer um grande trabalho de promoção da paz e segurança. Especialmente em seus programas educacionais, a UNESCO pode enfatizar a necessidade última de unidade política mundial e familiarizar todas as pessoas com as implicações de transferir toda a soberania das nações separadas para uma organização internacional.

De modo geral, a UNESCO pode realizar um grande trabalho de estabelecer as fundações sobre as quais a unidade política mundial pode, mais tarde, ser construída. (FILOSOFIA DA UNESCO, p. 13).  

Nestes poucos parágrafos do documento da UNESCO, é possível perceber que já estava previsto, desde a criação da Organização, que a Educação, bem como a Ciência e a Cultura seriam controlados mundialmente pela UNESCO, “em todos os aspectos” e “no mais amplo sentido da palavra”. Isso permite que agora compreendamos o fato da UNESCO arvorar-se no direito de dizer como uma criança deve ser educada desde os primeiros meses de vida. Para que seus objetivos sejam atingidos, a UNESCO tem alardeado a necessidade de bloquear canais de transmissão de valores como a família e a religião, os quais “atrapalham” o trabalho da escola (BERNARDIN, 2013).

Enquanto isso, bilhões de pessoas ao redor do mundo, ao mesmo tempo em que caminham a passos largos para a escravidão global, pensam estar caminhando para a liberdade.

Como compreender os tempos atuais? O que nos pode auxiliar na busca por clareza em meio à densidade das trevas na qual o mundo está imerso? Haveria ainda tempo para alguma reação? Ou estamos todos, irremediavelmente condenados?

A resposta ainda é a Palavra de Deus. Mais do que nunca, é a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada que, como instrumento do Espírito Santo, pode nos guiar a toda Verdade. Sem conhecimento da Palavra de Deus não conseguiremos discernir entre as muitas vozes que chegam até nós. Não conseguiremos identificar a voz do inimigo entre as vozes dos falsos amigos. Sem o conhecimento da Palavra de Deus, gastaremos nosso tempo e nossas energias lendo, assistindo e ouvindo informações que, mesmo contendo revelações consistentes, estão também permeadas de mentiras e fazem mais mal do que bem. Não podemos deixar de buscar informação e não podemos permitir que a informação contaminada tire nossa paz e mine nossas energias que precisam ser gastas na educação daqueles que estão ao nosso redor.

Não sejamos ingênuos. O inimigo não permitiria que a população da terra tomasse conhecimento de suas estratégias se estas informações não fossem também parte de uma estratégia para mostrar-se vencedor e para gerar medo e fragilizar o povo de Deus.

Deus é soberano. Deus continua soberano. Ele não muda. O inimigo sabe que seus dias estão contados. Jesus voltará, como prometeu. Portanto, leiamos e Bíblia com oração incessante, buscando de Deus a revelação necessária para; somente então, buscarmos as informações que já estão disponíveis em muitas e diferentes formas sobre a realidade na qual estamos inseridos.  Precisamos sim conhecer o campo de batalha e as estratégias que o inimigo tem utilizado, como por exemplo, os desenhos animados e todo tipo de entretenimento pelo qual ele tem seduzido nossas crianças. Precisamos abrir os olhos para as cartilhas sobre treinamento sexual das crianças. Temos que dar atenção para a forma como as crianças foram e estão sendo roubadas de seus pais por aqueles que enxergam a criança apenas como um objeto que pertence ao Estado e que deve ser preparada para servir a ele.

Mas, busquemos esclarecimento na Palavra de Deus, sobre todo tipo de informação que chega até nós. E busquemos informação histórica, de fonte segura, confrontando dados, relacionado as informações com os textos bíblicos.

Quero dar um exemplo do engano misturado com informações aparentemente relevantes.

Ontem eu assisti um documentário sobre os Illuminti – uma das sociedades secretas nas quais estão envolvidas as elites mundiais e que supostamente controlam os grandes eventos da História. No documentário é dito que os membros dessas elites estão ligados por laços genéticos, sendo todos parentes entre si. Sem entrar nos detalhes desses níveis de parentesco, o pesquisador do assunto afirma que esta linhagem familiar tem sua origem registrada no livro de Gênesis 6. Segundo o relato do texto mencionado, anjos caídos se relacionaram sexualmente com mulheres realmente humanas, vindo daí uma linhagem diabólica que perdura até os dias de hoje. Os casamentos entre membros da realeza são apresentados como provas dessa teoria. Ainda segundo o autor mencionado, os representantes dessa linhagem haviam vivido no Egito (faraós) e depois, assumido o poder na Europa, de onde se dirigiram ao continente americano e fundaram os Estados Unidos.

A coerência é apenas aparente, mas sem conhecimento das Escrituras e da História não é fácil refutar. Por isso, comecemos pela Bíblia.

O texto utilizado para dizer que há uma identidade genética entre os dominadores desse mundo é Gênesis 6, versos 2 e 4, no qual está escrito que os filhos de Deus, vendo que “as filhas dos homens eram formosas,  tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhe agradaram” (Gn.6.4) e “naquele tempo havia gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram valentes, varões de renome na antiguidade” (Gn.6.4). Com base nestes dois versos toda a teoria é construída.

Entretanto, o texto de Gênesis precisa ser lido na sua totalidade. Já no verso 3 do mesmo capítulo 1 é feita a referência à natureza carnal do ser humano e o aborrecimento de Deus em relação ao pecado. Após o verso 4, no qual são feitas as referências que permitem a especulação sobre a existência de seres humanos engendrados por anjos caídos, segue-se a narrativa da destruição total destes seres humanos no dilúvio. Talvez seja por isso que os cientistas desde a metade do século XIX insistem em ignorar ou esconder qualquer referência à catástrofe que destruiu toda forma de vida humana ou animal, preservando apenas os que estavam na arca.

O relato bíblico, portanto, aniquila, pela raiz, a ideia da existência destes seres híbridos.

Isso não quer dizer que os Illuminatis não existem. Eles existem, são maus e estão, há muito tempo tramando para dominar o mundo. Existem muitas outras ordens secretas que manipulam a realidade. Mas uma das armas deles é a mentira. Nós, cristãos, não podemos ter a ingenuidade de querer aprender a verdade com o pai da mentira. Precisamos buscar em outras fontes os esclarecimentos que nos ajudem a compreender a real dimensão de sua influência no mundo.

Outro exemplo de mentira mostrada no documentário refere-se à afirmação de que essa tal raça de homens híbridos cruzou o Atlântico para fundar os Estados Unidos da América. Essa não é uma denúncia, é uma usurpação. Esta é mais uma mentira, como muitas outras embutidas entre explicações e questionamentos sobre fatos que realmente aconteceram.

A dificuldade para perceber as mentiras está no desconhecimento da História. A História das colônias americanas tem sido, também intencionalmente, usurpada dos estudantes norte americanos e dos demais pesquisadores do assunto. Este roubo da História começou oficialmente em 1884 com a criação da AHA – American Historical Association (Associação Histórica Americana) fundada e presidida desde o início por membros da Skull and Bones, outra ordem secreta que tem exercido poder em todas as áreas da vida não apenas nos Estados Unidos mas em todos os países da terra. A partir da criação da AHA, passaram a ser consideradas de valor acadêmico apenas as pesquisas validadas pela referida associação, de tal forma que durante os últimos cem anos toda teoria da História ou evidência histórica que caísse fora da Associação Americana de História e das principais fundações (…) tem sido atacada ou rejeitadas não com base em qualquer critério ou evidência apresentada, mas na base da aceitabilidade do argumento pelas assim chamadas Instituições Liberais Ocidentais e sua linha histórica oficial.

Segundo Anthony Sutton (2002), existe uma história oficial, uma história institucional que autentica os livros-textos, o mercado publicitário, as bibliotecas, a mídia de modo geral e as estantes das livrarias. A linha oficial da História, às vezes assume que os eventos acontecem casualmente. Guerras, revoluções, assassinatos, escândalos são apresentados quase sempre como sendo eventos em nenhuma conexão entre si. Não parece ser reconhecido o princípio de causa e efeito na concepção da História apresentada pelos livros oficiais. Dessa forma, quando alguém lê ou escuta que a Illuminati atravessou o Atlântico para fundar os Estados Unidos, não se dá conta de que a afirmação é equivocada, ainda que fosse apenas um erro de cronologia.

A referida associação tem procurado tirar da História Americana as referências à influência cristã na formação das colônias e, posteriormente, na revolução e na construção da nação.

Para esclarecer o equívoco em relação aos fundadores dos Estados Unidos, é necessário recorrer às obras primárias, provavelmente não reconhecidas como oficiais pela tal Associação Histórica. Uma dessas fontes é o livro escrito por Willian Bradford, intitulado Of Plymouth Plantation 1620-1647 (Da Colônia de Plymouth – 1620 – 1647). Nesta obra Bradford relata a aventura dos peregrinos que fundaram a primeira colônia na região que veio a ser o Estado de Massachusetts. É também a primeira colônia da região que passou a ser chamada como New England, ou Nova Inglaterra.

A leitura desta obra torna claro que a nação americana foi fundada e estruturada como República cristã, inspirada na República Hebraica organizada por Moisés. Não é objetivo neste  texto discorrer sobre as características bíblicas da República fundada no continente americano. O alvo principal aqui é lançar alguma luz sobre o caráter dos fundadores dessa mesma República. William Bradford relata a história não apenas como um pesquisador que vai às fontes primárias. Mais do que isso, Bradford é a fonte primária. Ele viveu na Inglaterra anglicana que não permitira aos cristãos reformados viverem conforme suas convicções bíblicas. Ele estava entre os peregrinos que se dirigiram para a Holanda e ali viveram, como igreja, durante treze anos de exílio, antes de embarcarem no Mayflower, rumo a uma terra na qual acreditavam ser possível viver em liberdade política e religiosa. É impossível superestimar o fato de que foi como Igreja que o grupo de peregrinos dirigiu-se para a Holanda e depois para a Colônia de Plymouth. O livro de Bradford relata como o pastor John Robinson, o presbítero Willian Brewster e o diácono John Carver lideraram a igreja durante os treze anos de oração, estudo da Bíblia, jejuns e busca da direção de Deus quanto ao futuro. Dias de jejum coletivos são relatados por Bradford como sendo a prática comum diante das decisões que deveriam ser tomadas. O pastor John Robinson não embarcou no Mayflower, pois parte da Igreja permaneceu na Holanda, aguardando condições para também partir. Na primeira viagem, a responsabilidade pela congregação ficou a cargo do presbítero William Brewster e do diácono  John Carver. Quando o grupo redigiu e assinou o Mayflower Compact, o primeiro tratado de governo civil de que se tem notícias, o diácono Carver foi eleito primeiro governador da colônia que seria construída. Lamentavelmente, Carver estava entre a metade do grupo que não sobreviveu ao primeiro inverno. Bradafoar também foi muitíssimo abalado em sua saúde, chegando quase à morte. É contundente a forma como ele relata o sofrimento decorrente do rigor do inverno, insuficiência de alimentos e de condições de higiene. Após a morte de Carver, Bradford foi eleito governador  da Colônia, em Abril de 1621, e continuou sendo reeleito anualmente até 1650, com exceção dos anos de 1635 a 1637. O registro feito por Bradford não é apenas sua própria percepção dos fatos que vão ocorrendo ao longo das primeiras décadas da colônia na Nova Inglaterra. Pelo contrário, seus relatos estão todos documentados, com a inserção das cartas trocadas entre os peregrinos e os financiadores das viagens, as cartas pastorais enviadas por John Robinson para sua congregação, sermões pregados pelos pastores locais e por visitantes como Robert Cushman. Todas estas cartas fazem parte do livro, não sendo necessários grandes esforços de pesquisa para perceber a cosmovisão cristã dos fundadores da nação.

Além do livro de Bradford, os interessados encontrarão fontes primárias em farta quantidade, pois um dos hábitos dos puritanos era o registro sistemático em diários, além da troca de uma infinidade de cartas que atualmente encontram-se catalogadas e disponibilizadas ao público. Outra fonte primária são os sermões escritos pelas centenas de pastores que deixaram a Inglaterra por vontade própria ou forçados, como os 2000 que perderam seu posto nas Igrejas e Universidade Inglesas simplesmente por não concordarem com o sistema episcopal de governo e acreditarem no modelo bíblico de autogoverno. O crime destes homens era o não conformar-se aos ritos e orações previamente formatadas no livro oficial de Oração (Book of Common Prayer).

Portanto, a fundação dos Estados Unidos não se deve a nenhuma elite global e não faz parte da conspiração para governar o mundo. Os agentes da maldade se infiltraram, posteriormente, em todas as instâncias de governo, ou seja, na igreja, na educação e na política norte americana, arquitetando estratégias de longo prazo para a destruição da família e do indivíduo em nome da formação de uma religião de Estado fundamentada na filosofia hegeliana, mas isso é um assunto sério que deve ser estudado detalhada e aprofundadamente. Mas este estudo jamais deve partir da negação das origens cristãs da nação ou de uma interpretação equivocada de Gênesis 6.

O estudo da História deve ser feito sempre com base na cosmovisão cristã, procurando identificar a linha do tempo da ação de Deus na Terra. Esta é a forma como encontraremos esperança. Criação, queda, redenção e consumação. Estes são os pontos cardiais para analisarmos os movimentos dos seres humanos no planeta. Sabemos que haverá um momento da História em que todo olho verá e toda a língua confessará que Jesus Cristo é senhor, para a glória de Deus Pai. Até este dia, procuremos trazer à memória o que nos pode dar esperança. Ou seja, não nos esqueçamos de que as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos e que as suas misericórdias não têm vim e renovam-se a cada manhã. (Lamentações 3, 21 a 23)

Bibliografia: BERNARDIN, Pascal. Maquiavel Pedagogo – ou o ministério da reforma psicológica. Campinas: Ecclesiae/ Vide Editorial/ CEDET Centro de Desenvolvimento Profissional e Tecnológico, 2013.

BRADFORD, William. Of Plymouth Plantation. 1620-1647. New York: Alfred Knopf, 2011.

HUXLEY, Julian. UNESCO – Its Porpose and Its Philosophy. Preparatory Commission of The United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization: 1946. Disponível em

 http://unesdoc.unesco.org/images/0006/000681/068197eo.pdf. acessado em 22 de Novembro de 2013.

WHINES. E. C. The Hebrew Republic. http://www.contra-mundum.org/books/republic.pdf, acessado em 22 de Novembro de 2013.

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